É muito comum as assessorias de imprensa enviarem brindes aos jornalistas, sobretudo àqueles que produziram matérias sobre o cliente. Dentro das gerências de Comunicação, esse tipo de iniciativa é tratada como ação de good will. Mas e nas redações? O que os jornalistas pensam sobre essa prática?
A mesma pesquisa citada no post abaixo (As assessorias na visão do jornalista, do Comunique-se) revela que 48% dos repórteres consideram válido o envio de brindes, independente do valor, desde que eles estejam dentro do contexto. Ex: presentinhos de fim de ano, páscoa, aniversário. Outros 41%, acham que o brinde só é aceitável se for de valor simbólico, em nome do bom relacionamento.
Com esses resultados, os assessores mais preocupados podem, então, relaxar e colocar a cabeça em paz no travesseiro, afinal, os próprios jornalistas concordam que o envio de brindes não é, necessariamente, jabá. Mas é importante frisar: quando for fazer uma ação de RP como essa, não se empolgue. Não há necessidade de mandar um carro, falando que é um “trenó do Papai Noel” como presente de natal.
Para não errar, envie algo pequeno, com classe e que não agrida a integridade do jornalista. A grande verdade em relação a isso tudo é que o que conta mais não é o valor do produto, mas sim a criatividade da assessoria em mandar algo inusitado e de bom gosto. Lembrem-se: nesse caso, ser excessivo é ser invasivo.
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